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PÂNCREAS

ANATOMIA DO PÂNCREAS

O pâncreas é glândula anexa ao duodeno. O pâncreas é alongado e lembra um cometa com cabeça, corpo e cauda. Ele está ele profundamente situado na cavidade abdominal, atrás do estômago, tendo à esquerda o baço, à direita a concavidade duodenal. Sua posição é mais ou menos horizontal; seu peso regula 70 gramas.

A porção do pâncreas que exerce função exócrina é responsável pela síntese do suco pancreático, que contém enzimas que atuam na digestão de carboidratos (amilase pancreático), lipídios (lípase pancreática) e proteínas (proteases: quimiotripsina e carboxipeptidase).

A porção do pâncreas que desempenha uma função hormonal ou endócrina é formada pelas Ilhotas de Langerhans, que se constituem por células que produzem diferentes tipos de hormônios, responsáveis pelo controle glicêmico. Esses hormônios são responsáveis pela manutenção de níveis ideais de glicose no sangue, com efeitos contrários, diminuindo e aumentando respectivamente os valores da glicose no sangue.

DOENÇAS DO PÂNCREAS

No Brasil, é responsável por cerca de 2% de todos os tipos de câncer diagnosticados e por 4% do total de mortes por câncer. A maioria dos casos acomete a cabeça do pâncreas, mas pode surgir também no corpo ou cauda do órgão. O adenocarcinoma é mais raro antes dos 30 anos de idade, e torna-se mais comum a partir dos 60 anos.

Segundo a União Internacional Contra o Câncer (UICC), os casos da doença aumentam com o avanço da idade: de 10/100.000 habitantes entre 40 e 50 anos para 116/100.000 habitantes entre 80 e 85 anos. A incidência é mais significativa em homens.

Sintomas

Os sintomas da doença dependem da região onde está localizado o tumor. Os mais perceptíveis são perda de apetite e de peso, fraqueza, diarréia, icterícia (pele e olhos amarelados), dor abdominal, dor lombar, entre outros.

Diagnóstico

O diagnóstico da doença se dá através das manifestações clínicas associadas à exames de imagem que mostram a presença de lesão expansiva no pâncreas. A obtenção de espécime para análise confirma o diagnóstico histopatológico.

O carcinoma ductal do pâncreas é originado das células que recobrem os ductos pancreáticos por onde o suco pancreático é conduzido até ser secretado no duodeno. Este é o tipo mais comum e também o mais agressivo de câncer de pâncreas. Outros tipos, como os tumores neuro-endócrinos, são menos agressivos e mais raros.

A agressividade do câncer de pâncreas vêm de suas habituais disseminações linfática (acometendo gânglios linfáticos ao redor da lesão) e também hematogênica (disseminação de células tumorais para órgãos à distância através da corrente sanguínea).

O tratamento do câncer de pâncreas depende do tipo de tumor, localização, o quão avançado ele se encontra e do estado geral de saúde do paciente. A cirurgia isolada pode propiciar um tratamento com intenção curativa nas fases iniciais. Mas muitas vezes, faz-se necessário o tratamento complementar com radioterapia e quimioterapia, ou só quimioterapia, que pode ser feito antes ou após cirurgia, a depender da apresentação inicial.

Como resultado da tecnologia de imagem melhorada, cistos pancreáticos estão cada vez mais diagnosticada em indivíduos assintomáticos que se submetem a exames por outros motivos. E enquanto a maioria desses cistos seguir um curso benigno, um número pequeno mas significativo ou são malignos no momento do diagnóstico ou têm o potencial de evoluir para o câncer de pâncreas durante a vida de um paciente.

O diagnóstico de cistos assintomáticos aumentou cinco vezes nos últimos dez anos, em parte devido ao envelhecimento da população e para melhor diagnóstico. Atuais técnicas de imagem – incluindo tomografia computadorizada (TC), ressonância magnética (RM) e ultra-sonografia endoscópica, em que uma pequena câmera é inserida na garganta e no estômago e intestino delgado para a imagem do pâncreas – combinada com a análise do líquido pancreático cisto, oferecer uma precisão de 80 por cento no diagnóstico do cisto.

Alguns cistos pancreáticos benignos apresentam potencial de malignização, ou seja, eles têm uma tendência a evoluírem para um tumor maligno. Os mais comuns são os chamados cistoadenomas mucinosos e os tumores intraductais mucinosos papilares (TIMP), ambos de difícil diagnóstico. O segundo pode ainda ser responsável por episódios de pancreatite aguda, por produzir uma substância que é liberada no interior dos ductos do pâncreas causando obstrução e gerando um processo inflamatório no órgão. Cabe salientar que a maioria dos cistos pancreáticos não produzem sintomas e são descobertos de forma ocasional durante a realização de um exame de imagem, como ecografia ou tomografia.

De forma similar à variedade de tipos de cistos do pâncreas são também variadas as possibilidades de tratamento. A simples observação pode ser escolhida como abordagem de casos de pseudocistos ou cistos simples. Nos casos com forte suspeita de cistos malignos em geral o tratamento se inicia por um procedimento cirúrgico extenso. Nas lesões benignas com potencial de transformação maligna ou nos casos de dúvida diagnóstica a retirada cirúrgica deve ser considerada e balanceada com os riscos do procedimento. A cirurgia também varia desde procedimentos mais simples e rápidos, podendo ser realizados por via videolaparoscópica, até cirurgias bastante complexas, dependendo de diversos fatores como localização e tamanho dos cistos.

PROCEDIMENTOS DO PÂNCREAS

                                       

Duodenopancreatectomia ou procedimento de Whipple é uma cirurgia que envolve o pâncreas, duodeno e estômago. É usada no tratamento de tumores na cabeça do pâncreas.

Duodenopancreatectomia – Esta é a cirurgia mais comum para remover o câncer de pâncreas exócrino. Algumas vezes, também é utilizada para tratar os tumores de pâncreas neuroendócrino.

Neste procedimento é retirada a cabeça do pâncreas e, às vezes o corpo. Também é removido parte do estômago, intestino delgado, gânglios linfáticos perto do pâncreas, vesícula biliar, parte do canal biliar. O restante do canal biliar é ligado ao intestino delgado, para que a bile possa continuar chegando ao intestino delgado.

A duodenopancreatectomia (DPT) foi popularizada por Allen Oldfather Whipple e colaboradores por volta de 1930. O próprio Whipple, com cujo nome se consagrou o procedimento, realizou 37 DPT(s) em toda a sua carreira. Antes, porém, Codivila, já havia realizado a primeira ressecção em bloco de pâncreas e duodeno para um câncer periampular em 1898, e Kausch, em 1912, a primeira ressecção com sucesso utilizando o procedimento em dois tempos cirúrgicos . A primeira DPT em tempo cirúrgico único foi realizada com sucesso por Hirschel em 1914, na Alemanha.

Em 1978, Traverso e Longmire introduziram a DPT com preservação de piloro como opção terapêutica nos casos de pancreatite crônica
A indicação mais comum da DPT é no tratamento com intenção curativa dos adenocarcinomas periampulares (tumores da cabeça do pâncreas, do ducto biliar comum distal, da ampola de Vater e do duodeno) que também correspondem a causas comuns de morte por câncer nos países ocidentais e constituem 5% de todos os tumores malignos do trato gastro-intestinal.

Pancreatectomia é a denominação do procedimento cirúrgico para remover parte ou totalidade do pâncreas. Pancreatectomia parcial é o termo quando se remove parte do Pâncreas, geralmente o corpo e ou a cauda. Quando se faz necessário a remoção da cabeça do pâncreas o termo utilizado é a duodenopancreatectomia ou cirurgia de Whipple.

Exemplo de Pancreatectomia parcial ( corpo e causa de pâncreas):

                                                 

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